Dia Internacional de Luta das Mulheres, São Paulo/SP (2011). Foto: Elaine Campos.

 Pode começar com uma mensagem no gtalk, um comentário no Facebook ou um tuíte – pra quem trabalha no computador ou passa horas nele por conta de estudo/hobbie. Pode começar depois de uma fala machista de um policial, no meio de uma palestra em uma faculdade de Direito – como no caso da Marcha das Vadias (Slutwalk), que só foi ganhar a internet depois. As nossas ideias criativas de como mudar a vida das mulheres pra mudar o mundo/mudar o mundo pra mudar a vida das mulheres não escolhem ocasião, surgem como contra-ofensiva (alternativa) à ofensiva sexista cotidiana.

Então, de repente, você encontra parceiras pra fazer as mais variadas coisas, de panfletagens e ações diretas nas ruas a tuitaços e blogagens coletivas. Parceiras que compartilham das mesmas visões de mundo, ainda que com uma ou outra divergência saudável, e, principalmente, que compartilham das mesmas motivações pra querer tornar a vida mais justa e solidária entre mulheres e homens. E daí que basta pensar alto pra que essas pessoas se somem a você, com o mesmo gás pra fazer acontecer #tudoaomesmotempoagora: o feminismo é urgente e não pode esperar. Leia o resto deste post »

Nunca pensei que conheceria alguém de Olympia. Nunca pensei que conversaria sobre o riot grrrl com alguém do Rock Camp for Girls de Olympia. Nunca pensei que sentaria no chão e arrastaria meu inglês com pessoas tão fodas de uma das bandas mais legais da atualidade.

Eu resolvi prestar atenção no RVIVR quando a Adriessa me falou que uma das minas da banda era feminista. Até aí, OK, era só uma banda legal de hardcore que eu ia ter a oportunidade de ver ao vivo. E na última quinta-feira, véspera de feriado de Páscoa, fomos à terceira edição do evento Liga Juvenil Anti-Sexo com a humilde missão de entrevistá-los e de curtir o show. Leia o resto deste post »

O trinco

Publicado: março 25, 2012 em mercantilização

“Seu corpo é um campo de batalha”, Barbara Kruger (1989).

Então calhou de ser sexta-feira e a Sarinha resolver dar uma micro-festa na sua casa nova. Naquelas de “saber mais ou menos onde é”, descemos do táxi na rua (que ainda dava mão) mais próxima e seguimos a pé. Por entre altos muros, vigias noturnos e ruas um tanto quanto arborizadas pra São Paulo, repousavam ali, tranquilamente, algumas dezenas de casarões, cercados por uma singela praça quase particular. Longe de todo o caos do trânsito, das filas, e mesmo dos bares cheios de almas tão vazias, e confortavelmente perto da resolução de todas as necessidades da vida de quem dispõe de um veículo próprio (e individual) para tal, estava desenhado ali um pequeno pedaço do paraíso paulistano. Obviamente, reservado. Reservado a pouc@s. Leia o resto deste post »

O verão e a arte de se emancipar

Publicado: janeiro 10, 2012 em riot grrrl

Se Alisson Wolf pudesse ter colado comigo no rolê desse domingo, ela teria tido mais um sincero motivo pra sorrir desde que estampou as letras R I O T G R R R L no zine que viria a nomear a pequena grande revolução que nos tem inspirado a todas nós, garotas punks, tantos anos e quilômetros adiante. Talvez tivesse se segurado pra não deixar escapar uma ou outra lágrima ridícula dos olhos – como eu mesma tive de fazer – antes de voltar a sorrir, tomar mais um gole de cerveja e trocar ideia com a mina de cabelos coloridos ao lado.

Nesse domingo rolou o segundo evento do coletivo Emancipar, aqui em São Paulo (SP), cujo objetivo principal era arrecadar grana pras meninas participarem do festival Vulva la Vida, em Salvador (BA), este mês. Mas o que realmente está acontecendo, bem no quintal de casa, durante as tardes ensolaradas – embora nunca suficientemente ensolaradas em São Paulo – desse verão, faz parte de um intenso e verdadeiro processo que está pulsando há tempos, e que viria a eclodir, mais cedo ou mais tarde, de alguma forma. Este texto é sobre o processo de emancipação dessas garotas e de reconstrução da cena riot grrrl paulistana, do qual tenho tido o imenso privilégio e prazer de poder participar.  Leia o resto deste post »

Conheci a Ju Pagu pessoalmente durante o I Fórum da Internet no Brasil, que aconteceu em outubro deste ano, em São Paulo (SP). Antes disso, sabíamos da existência uma da outra apenas através das poucas letras que havíamos trocado, em meio à torrente de mais de cem e-mails diários do grupo das Blogueiras Feministas – articulação de mulheres em rede que, em pouco mais de um ano, já reúne mais de quatrocentas pessoas, de todas as partes do país, e cuja principal ação na internet é o blog coletivo homônimo.

Entre um debate e outro, no breve espaço reservado ao almoço, compartilhamos palavras, imagens e sons arquivados em nossa memória sobre nossa experiência vivida e sobre o que nos move na vida. Dessa identificação profunda, instantânea e sincera, nasceu a parceria para fazer a primeira edição do Festival Mulheres no Volante (MnV) fora de casa. Leia o resto deste post »

Gente, nós da Marcha Mundial das Mulheres estamos com um projeto no Catarse para garantir a participação do Brasil no Encontro Nacional da MMM, que será nas Filipinas, em novembro.

Hoje é o ÚLTIMO DIA para fazer as doações para o financiamento colaborativo e estamos quase lá!!

Se conseguirmos arrecadar a grana toda, também vamos fazer um vídeo com o tema “o feminismo é…” .
  Bora contribuir?? Você pode doar a partir de 10 pila!
  Até agora…………….
94 pessoas já apoiaram
R$ 5.494 foram atingidos, de R$ 7.500
1 - dia restante
 Saiba como contribuir aqui:

Gisele anda fazendo muito xixi no banho.

É tão lindo fazer parte de um movimento social que consegue expressar exatamente o que você está pensando… :)  

 
Carta de apoio à SPM 
Nós, da Marcha Mundial das Mulheres, expressamos nosso apoio à Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres (SPM), especialmente à Ministra Iriny Lopes, pela posição firme, destemida e comprometida com a construção da igualdade entre homens e mulheres.
 
A contestação e pedido de suspensão junto ao CONAR da propaganda da Hope foi uma medida assertiva por parte desta Secretaria. A construção da SPM e SEPPIR, ainda no governo Lula, afirmou o avanço na compreensão de que o combate às desigualdades de gênero e raça é obrigação do Estado.

Marcha das Vadias tomando as ruas de Campinas. #mexeucomumamexeucomtodas

Saímos de São Paulo na madrugada manhã de ontem, rumo a Campinas, com a tarefa de nos somarmos a mais uma edição da Marcha das Vadias, movimento que, desde maio deste ano, vem ganhando versões regionais por todo o mundo. A internet e as redes sociais têm contribuído para facilitar a comunicação e a dar visibilidade a ações de movimentos sociais que sempre estiveram organizados sob a forma de rede, ao mesmo tempo em que impulsiona o surgimento de novas formas de articulação. Leia o resto deste post »

A internet às vezes dá essa sensação de que tudo já foi falado sobre todas as coisas por um monte de gente, inclusive a gente mesma. E aí dá uma preguiça imensa de escrever. Mas, como estou menos preocupada com número de acessos do que com (des)arranjos de ideias, às vezes simplesmente não consigo evitar. Na maioria das vezes, escrevo quando deveria estar fazendo outra coisa – geralmente, uma tarefa. Ou quando deveria ter dito ou feito alguma coisa que, pela correlação de forças, por acaso dos acontecimentos ou por pura impotência, não fiz. Leia o resto deste post »

Fonte: Documentário "O Controle Social da Imagem da Mulher na Mídia"

Hoje rolou um ato aqui em São Paulo pelo direito à banda larga barata e de qualidade para tod@s. A campanha Banda Larga é um direito seu! repudia os rumos que tomaram as negociações do governo com as teles e esse Plano Nacional de Banda Larga.

Nós da Marcha Mundial das Mulheres também nos colocamos nessa luta pelo direito à comunicação. Leia a Carta aberta por um novo marco regulatório para as comunicações no Brasil e assista ao vídeo O Controle Social da Imagem da Mulher na Mídia para entender por quê.

#minhainternetcaiu  Leia o resto deste post »