Arquivo de julho, 2011

♥ ♥ ♥ Bikini Kill ♥ ♥ ♥

A história da minha vida e a história da minha entrada no feminismo – assim como a de muitas meninas – se confundem com a história do riot grrrl. Por algum tempo, achei que o problema era só meu, afinal, eu era a única do meu ciclo de amizades que não podia tocar guitarra, que não podia chegar tarde em casa e que não podia um sem-número de coisas que os meninos podiam. Em algum momento, descobri que éramos muitas, e que existiam as palavrinhas mágicas “sociedade-capitalista-patriarcal” pra explicar a coisa toda. No último sábado, no show do Limp Wrist no Centro Cultural da Juventude de São Paulo, comprovei que continuamos sendo muitíssimas, um exército corajoso de riot grrrls rompendo, discreta ou ruidosamente, com a opressão cotidiana que insiste em querer nos silenciar. (mais…)

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Casa noturna dos CQCistas é repudiada na #marchadasvadias

Já havia falado aqui sobre a incitação do estupro feita pelo CQCista Rafael Bastos, inclusive sugerindo que as pessoas manifestassem sua indignação enviando e-mails para o Ministério Público de São Paulo e se expressando na rede e nas ruas – como fizemos na Marcha das Vadias de São Paulo. A resposta do MP representa uma vitória para nós, feministas, que fizemos barulho sobre o caUso. Mas, certamente, a vitória maior é de todas as mulheres brasileiras, pois representa o reconhecimento de que a violência sexista existe e seu enfrentamento é uma questão que deve ser tratada de forma pública, pois a “livre expressão” do machismo é uma das formas de sua reprodução. (mais…)

Parte Um

A sala de aula de Pós-graduação não difere muito de uma sala de Faculdade, de Ensino Médio e, se você tiver certo grau de abstração e sensibilidade, não difere muito do Jardim de Infância também. Existe o tipo gente boa, que vai se mostrar um pilantra até o final do curso. Existe o tipo mala, que acredita piamente que está participando de um tipo de “bingo nerd”, e que exige um exercício diário de autocontrole pra que você não atire uma carteira em sua cabeça cada vez que ele completa a frase de um(a) professor(a) – mas a gente sabe que é um cara legal. Existem muitos outros tipos que não vêm ao caso; o assunto aqui é outro.  (mais…)