MP pede abertura de inquérito contra CQCista por suposta apologia ao crime: a vitória é de todas nós

Publicado: julho 8, 2011 em feminismo, mídia, mercantilização

Casa noturna dos CQCistas é repudiada na #marchadasvadias

Já havia falado aqui sobre a incitação do estupro feita pelo CQCista Rafael Bastos, inclusive sugerindo que as pessoas manifestassem sua indignação enviando e-mails para o Ministério Público de São Paulo e se expressando na rede e nas ruas – como fizemos na Marcha das Vadias de São Paulo. A resposta do MP representa uma vitória para nós, feministas, que fizemos barulho sobre o caUso. Mas, certamente, a vitória maior é de todas as mulheres brasileiras, pois representa o reconhecimento de que a violência sexista existe e seu enfrentamento é uma questão que deve ser tratada de forma pública, pois a “livre expressão” do machismo é uma das formas de sua reprodução.

MP pede abertura de inquérito contra humorista por suposta apologia ao crime

A promotora de Justiça Valéria Diez Scarance Fernandes, coordenadora do Núcleo de Combate à Violência Doméstica e Familiar da Capital, encaminhou, nesta quinta-feira (7), ofício ao delegado diretor do Departamento de Polícia Judiciária de Capital (DECAP), Carlos José Paschoal de Toledo, requisitando abertura de inquérito policial contra o humorista Rafinha Bastos. O inquérito visa apurar a prática de incitação ao crime e de apologia de crime ou criminoso em razão de supostas afirmações do humorista sobre o crime de estupro tanto em apresentações no Clube de Comédia como em entrevista publicada na revista Rolling Stone, edição de maio /2011.

No ofício, a promotora destaca que o humorista compara publicamente o estupro a “uma oportunidade” para determinadas mulheres e o estuprador a um benfeitor, digno de “um abraço”.  “O estupro é um crimeO estuprador é um criminoso que deve ser punido e não publicamente incentivado”, consigna a promotora. “Dessa forma, imperiosa a instauração de inquérito policial para a apuração dos fatos”.

A requisição de instauração de inquérito é resultado de representação feita à Promotoria de Justiça pela coordenadora do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher, da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, Thais Helena Costa Nader.

Fonte: Ministério Público 

Seguimos em marcha… Pela censura ao “humor” que nos censura.

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