Arquivo da categoria ‘cotidianas’

LIIIIIIIMA – Parte 1

Publicado: fevereiro 25, 2015 em cotidianas
Tags:, , , , ,

Alguns amig@s me pediram dicas sobre Lima, então resolvi começar a escrever um roteirinho do que eu fiz no tempo em que fiquei lá, e sobre o que compensou ou não. Bueno… Lima tem muitos passeios legais para se fazer. Praias, sítios arqueológicos, museus, lindos parques e a comida… Hm… Só a comida já valeria a viagem. Os peruanos que conheci foram em geral simpáticos e receptivos. Quando você fala que é brasileira, todos abrem um sorrisão (“Brasil!…”) e comentam alguma coisa sobre futebol, carnaval ou sobre o Rio de Janeiro. Alguns até arranham um portunhol como forma de boas-vindas. Mas tem uma coisa que eu definitivamente não vou sentir falta: do trânsito. E esse tópico, por si só, precisava ser um post à parte…

IMG_3700

Centro Histórico de Lima às 17h. Foto: Bruna Provazi.

(mais…)

Anúncios

Aula de natação

Publicado: julho 10, 2014 em cotidianas
Tags:, ,

Oito caras numa raia no horário de pico, quatro quando tá “sussa”, é claro que o horário que você tem pra ir é o mesmo da maioria deles: o que a torna alvo inerente de xavecos, amenidades ou cagação de regra sub-aquática.

– É argentino. – disse a senhorinha na raia livre, enquanto aguardava o horário da hidro.

– O quê? – indaguei, ainda com água no ouvido.

– O novo papa é argentino! Acabaram de anunciar.

– Olha lá, parecem gazelas saltitando! Eu sou contra hidroginástica. Cada um que fique se mexendo na água! – bradou o reaça setentão, do alto de sua touquinha azul e amarela (comprada pela esposa).

Cena do filme "Medianeras". S2

Cena do filme “Medianeras”. S2

Ah, as incríveis vantagens da natação para o corpo e a mente… Como queria transpor para a vida terrestre a libertadora sensação de enfiar a cabeça debaixo d’água sem pudor toda vez que se deparar com um papinho desinteressante e, em questão de segundos, se vir pelo menos vinte metros longe daquele tedioso interlocutor.

E então você está lá, durante aquela horinha que conseguiu encaixar no seu tumultuado dia de trampo, nadando de braçada, na ânsia de limpar sua cabeça durante sessenta minutos da sua vida. E naquele instante em que você finalmente encosta na borda – ainda mais distante a cada vinte metros -, eis que sua respiração ofegante cruza com o olhar de um senhor, de semblante tranquilo e despojado, te observando da beiradinha da raia. E você pressente o inevitável quando nota seus lábios se movimentando lentamente para que as palavras saiam de suas cordas vocais em direção à aspirante a nadadora mais próxima: você.

– É preciso soltar o ar.

– Você tem que respirar fundo pela boca e soltar tudo embaixo d’água, pelo nariz. Até não ter mais nada… Aí então você respira novamente. Você vai ver como vai ser melhor.

Essa eu achei que devia escutar.