Arquivo da categoria ‘feminismo’

Marcha Mundial das Mulheres

Por: Bruna Provazi *

As bolhas da internet às vezes causam essa sensação de que estamos avançando no combate ao machismo, ao patriarcado e coisa e tal… Uma breve olhada pro horizonte à frente, pra história atrás e pra vida de todas as mulheres à nossa volta, entretanto, mostram um cenário um pouquinho diferente…

camisetabuceta2 A camiseta em questão…

Nas últimas semanas, gerou polêmica na rede uma foto da top model Izabel Goulart publicada em seu Instagram e reproduzida pela Marie Claire com o seguinte título: “Izabel Goulart se despede do Rio de Janeiro e exibe corpo perfeito”. Eu só tomei conhecimento de tal foto depois que começaram a pipocar na minha timeline do Facebook diversas críticas à abordagem da revista. Mesmíssima coisa aconteceu com a polêmica em torno da camiseta da American Apparel cuja estampa traz uma vagina peluda e menstruada sendo masturbada, e a qual Julia Petit tratou…

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Marcha Mundial das Mulheres

Por: Bruna Provazi*

Há pouco tempo atrás, um amigo me perguntou se era eu quem fazia a página “Feminista Cansada”, que é pra mim uma das páginas mais legais do Facebook e do Twitter. Expliquei a ele que, infelizmente, não havia pensado nesse ótimo título antes, mas que era exatamente assim que eu me sentia. Hoje, devo dizer que me sinto uma feminista exausta mesmo. Faz sete anos que comecei a militar no feminismo de forma organizada (em um coletivo de mulheres), e seis anos que milito na Marcha Mundial das Mulheres, e é triste pensar que às vezes parece que nada mudou, nesse brevíssimo espaço de tempo. Ou talvez pouca coisa tenha mudado, pra ser mais justa com a gente que tá na batalha diária contra o machismo.

 Semana passada, passei pela infeliz experiência de ir até a rua Santa Ifigênia, no centrão de São Paulo. Bem… eu…

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[Texto publicado originalmente no site Blogueiras Feministas, em 26/06/2012]

Em 2011, com data marcada no Facebook para acontecer, a questão era ir ou não à Marcha das Vadias de São Paulo, manifestação sobre a qual as poucas informações que tínhamos vinham da mídia gringa ou das redes sociais.

Concentração para Marcha das Vadias em São Paulo/SP 2012. Foto de Cecília Santos.

A gente, da Fuzarca Feminista, núcleo jovem da Marcha Mundial das Mulheres em São Paulo, achou que tinha que ir. Outras pessoas também acharam. Conversamos alguns minutos sobre nossa participação como coletivo. Afinal, atuar de forma coletiva implica em refletir sobre as posições que tomamos em conjunto e conseguir minimamente defendê-las de dentro (de um movimento que é amplo em toda a sua diversidade de classe, raça/cor, idade, orientação sexual…) pra fora.

Fizemos uma oficina de cartazes, levamos nossos batuques, pensamos em um provável trajeto — que ia depender da vontade das outras pessoas envolvidas —, divulgamos na internet e fomos lá nos somar. A primeira Marcha das Vadias realizada no Brasil foi feita assim, com a cara de quem apareceu na Avenida Paulista no dia 3 de junho de 2011, (ul)trajada com seus cartazes, ideias e gritos feministas. (mais…)

Dia Internacional de Luta das Mulheres, São Paulo/SP (2011). Foto: Elaine Campos.

 Pode começar com uma mensagem no gtalk, um comentário no Facebook ou um tuíte – pra quem trabalha no computador ou passa horas nele por conta de estudo/hobbie. Pode começar depois de uma fala machista de um policial, no meio de uma palestra em uma faculdade de Direito – como no caso da Marcha das Vadias (Slutwalk), que só foi ganhar a internet depois. As nossas ideias criativas de como mudar a vida das mulheres pra mudar o mundo/mudar o mundo pra mudar a vida das mulheres não escolhem ocasião, surgem como contra-ofensiva (alternativa) à ofensiva sexista cotidiana.

Então, de repente, você encontra parceiras pra fazer as mais variadas coisas, de panfletagens e ações diretas nas ruas a tuitaços e blogagens coletivas. Parceiras que compartilham das mesmas visões de mundo, ainda que com uma ou outra divergência saudável, e, principalmente, que compartilham das mesmas motivações pra querer tornar a vida mais justa e solidária entre mulheres e homens. E daí que basta pensar alto pra que essas pessoas se somem a você, com o mesmo gás pra fazer acontecer #tudoaomesmotempoagora: o feminismo é urgente e não pode esperar. (mais…)

Marcha das Vadias tomando as ruas de Campinas. #mexeucomumamexeucomtodas

Saímos de São Paulo na madrugada manhã de ontem, rumo a Campinas, com a tarefa de nos somarmos a mais uma edição da Marcha das Vadias, movimento que, desde maio deste ano, vem ganhando versões regionais por todo o mundo. A internet e as redes sociais têm contribuído para facilitar a comunicação e a dar visibilidade a ações de movimentos sociais que sempre estiveram organizados sob a forma de rede, ao mesmo tempo em que impulsiona o surgimento de novas formas de articulação. (mais…)

Casa noturna dos CQCistas é repudiada na #marchadasvadias

Já havia falado aqui sobre a incitação do estupro feita pelo CQCista Rafael Bastos, inclusive sugerindo que as pessoas manifestassem sua indignação enviando e-mails para o Ministério Público de São Paulo e se expressando na rede e nas ruas – como fizemos na Marcha das Vadias de São Paulo. A resposta do MP representa uma vitória para nós, feministas, que fizemos barulho sobre o caUso. Mas, certamente, a vitória maior é de todas as mulheres brasileiras, pois representa o reconhecimento de que a violência sexista existe e seu enfrentamento é uma questão que deve ser tratada de forma pública, pois a “livre expressão” do machismo é uma das formas de sua reprodução. (mais…)

Mal terminou o maio de 2011, com sua sequência de sábados de protestos nas ruas de São Paulo (leia-se: Churrascão da Gente Diferenciada, Marcha da Maconha e Marcha da Liberdade), o final de semana que abriu o mês de junho veio carregado de indícios de que o coro d@s ciberativistas descontentes prossegue. (mais…)

Fonte: Reinaldo Canato (Uol Notícias)

Segue abaixo nota da Fuzarca Feminista que distribuímos, ontem, na #MarchadasVadias.

Logo menos, posto minha cobertura pessoal da manifestação. 🙂

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você é feminista e também vai na marcha das vadias dizer que toda mulher tem que ser livre pra vestir o que quiser e se comportar do jeito que bem entender?

você acha que a marcha das vadias é uma ação feminista e que devemos fazer algo além de aparecer semi-nuas na av. paulista e na capa dos jornais do dia seguinte? (mais…)

SlutWalk Toronto, 2011.

A marcha começou no Canadá. Não, não estou falando da Marcha Mundial das Mulheres – apesar da conterraneidade -, trata-se da “marcha das vagabundas” (do inglês SlutWalks). O movimento surgiu quando um policial de Toronto afirmou, em uma palestra dentro de uma universidade de Direito, que as estudantes deveriam evitar se vestir como “vagabundas” para não serem vítimas de assédio sexual. As estudantes então resolveram protestar contra essa declaração, cujo pano de fundo é a cultura que responsabiliza a vítima pela agressão, afinal, estava de saia, né? (mais…)