Arquivo da categoria ‘riot grrrl’

Post publicado originalmente no blog da Marcha Mundial das Mulheres, em 26/10/2012.

Pense num sonho. Pense num acampamento de férias em que você possa aprender a tocar bateria, baixo e guitarra, conviver com musicistas inspiradoras e assistir a vários shows, tudo isso na companhia de outras minas com as quais você se sinta confortável e livre: pra errar, pra acertar e pra se divertir. Em janeiro de 2013, vai rolar a primeira edição de um projeto inédito na América do Sul: o Girls Rock Camp, acampamento de vivências musicais para meninas. As inscrições pra voluntárias se encerraram nessa semana, somando mais de 80 inscritas. Agora, estão abertas inscrições pra campistas, meninas de 7 a 17 anos que queiram viver essa experiência que é pra toda a vida.

Girls Rock Camp nos Estados Unidos.

(mais…)

Anúncios

Texto postado originalmente no blog da Marcha Mundial das Mulheres, em 17 de Setembro de 2012.

Nadezhda Tolokonnikova, membra da Pussy Riot.

Na última quarta-feira (12/09), o primeiro-ministro da Rússia finalmente se pronunciou a favor da libertação das três integrantes da banda Pussy Riot, presas desde março e condenadas a três anos detrás das grades por “vandalismo motivado por ódio religioso”, ao cantar uma oração punk (de 40 segundos) na Catedral de Cristo o Salvador de Moscou, na qual pediam à Virgem Maria para livrar a Rússia do presidente Vladmir Putin. Tal pronunciamento, por si só, não significa a soltura imediata das moças, mas sinaliza que, ao que tudo indica, um desfecho feliz para essa trama pode se desenrolar em breve: não devido a um delírio de bom senso por parte das autoridades russas, mas sim pela intensa pressão popular e midiática que se espalhou internacionalmente sobre o caso. (mais…)

Dia Internacional de Luta das Mulheres, São Paulo/SP (2011). Foto: Elaine Campos.

 Pode começar com uma mensagem no gtalk, um comentário no Facebook ou um tuíte – pra quem trabalha no computador ou passa horas nele por conta de estudo/hobbie. Pode começar depois de uma fala machista de um policial, no meio de uma palestra em uma faculdade de Direito – como no caso da Marcha das Vadias (Slutwalk), que só foi ganhar a internet depois. As nossas ideias criativas de como mudar a vida das mulheres pra mudar o mundo/mudar o mundo pra mudar a vida das mulheres não escolhem ocasião, surgem como contra-ofensiva (alternativa) à ofensiva sexista cotidiana.

Então, de repente, você encontra parceiras pra fazer as mais variadas coisas, de panfletagens e ações diretas nas ruas a tuitaços e blogagens coletivas. Parceiras que compartilham das mesmas visões de mundo, ainda que com uma ou outra divergência saudável, e, principalmente, que compartilham das mesmas motivações pra querer tornar a vida mais justa e solidária entre mulheres e homens. E daí que basta pensar alto pra que essas pessoas se somem a você, com o mesmo gás pra fazer acontecer #tudoaomesmotempoagora: o feminismo é urgente e não pode esperar. (mais…)

Nunca pensei que conheceria alguém de Olympia. Nunca pensei que conversaria sobre o riot grrrl com alguém do Rock Camp for Girls de Olympia. Nunca pensei que sentaria no chão e arrastaria meu inglês com pessoas tão fodas de uma das bandas mais legais da atualidade.

Eu resolvi prestar atenção no RVIVR quando a Adriessa me falou que uma das minas da banda era feminista. Até aí, OK, era só uma banda legal de hardcore que eu ia ter a oportunidade de ver ao vivo. E na última quinta-feira, véspera de feriado de Páscoa, fomos à terceira edição do evento Liga Juvenil Anti-Sexo com a humilde missão de entrevistá-los e de curtir o show. (mais…)

O verão e a arte de se emancipar

Publicado: janeiro 10, 2012 em riot grrrl

Se Alisson Wolf pudesse ter colado comigo no rolê desse domingo, ela teria tido mais um sincero motivo pra sorrir desde que estampou as letras R I O T G R R R L no zine que viria a nomear a pequena grande revolução que nos tem inspirado a todas nós, garotas punks, tantos anos e quilômetros adiante. Talvez tivesse se segurado pra não deixar escapar uma ou outra lágrima ridícula dos olhos – como eu mesma tive de fazer – antes de voltar a sorrir, tomar mais um gole de cerveja e trocar ideia com a mina de cabelos coloridos ao lado.

Nesse domingo rolou o segundo evento do coletivo Emancipar, aqui em São Paulo (SP), cujo objetivo principal era arrecadar grana pras meninas participarem do festival Vulva la Vida, em Salvador (BA), este mês. Mas o que realmente está acontecendo, bem no quintal de casa, durante as tardes ensolaradas – embora nunca suficientemente ensolaradas em São Paulo – desse verão, faz parte de um intenso e verdadeiro processo que está pulsando há tempos, e que viria a eclodir, mais cedo ou mais tarde, de alguma forma. Este texto é sobre o processo de emancipação dessas garotas e de reconstrução da cena riot grrrl paulistana, do qual tenho tido o imenso privilégio e prazer de poder participar.  (mais…)

♥ ♥ ♥ Bikini Kill ♥ ♥ ♥

A história da minha vida e a história da minha entrada no feminismo – assim como a de muitas meninas – se confundem com a história do riot grrrl. Por algum tempo, achei que o problema era só meu, afinal, eu era a única do meu ciclo de amizades que não podia tocar guitarra, que não podia chegar tarde em casa e que não podia um sem-número de coisas que os meninos podiam. Em algum momento, descobri que éramos muitas, e que existiam as palavrinhas mágicas “sociedade-capitalista-patriarcal” pra explicar a coisa toda. No último sábado, no show do Limp Wrist no Centro Cultural da Juventude de São Paulo, comprovei que continuamos sendo muitíssimas, um exército corajoso de riot grrrls rompendo, discreta ou ruidosamente, com a opressão cotidiana que insiste em querer nos silenciar. (mais…)

Com o microfone: dama Tiely Queen

Publicado: junho 28, 2011 em riot grrrl

Este post é parte da #blogagemcoletiva convocada pelas Blogueiras Feministas para o dia do Orgulho LGBT.

Com o microfone: dama Tiely Queen

Quem circula pelos rolês ativistas e culturais paulistanos com certeza já trombou com esses dreadlocks por aí. Figura conhecidíssima na capital paulista, a rapper Tiely Queen coordena o projeto HIP HOP MULHER, que completa responsáveis três anos de existência. Além de rapper, Tiely é atriz, cineasta, e já jogou muito futebol. Ela também é uma das curadoras do LesFest. Conversamos sobre o festival na feira da diversidade do 15º Mês do Orgulho LGBT. Confiram.

Foto: Elaine Campos. Show pelo Fim da Violência Contra as Mulheres 05/12/10 | Parque do Carmo | São Paulo/SP

(mais…)

Morreu nesta segunda-feira, aos 53 anos, Poly Styrene, ex-vocalista da banda X-Ray Spex, vítima de câncer de mama. Uma das personagens pioneiras da cena punk rock britânica, Poly – ou Marianne Joan Elliott-Said, como nasceu -, influenciou futuras gerações de garotas no rock e todo o movimento riot grrrl. Poly tinha acabado de lançar um álbum solo (Generation Indigo), que passou batido pela mídia. Se você gosta de rock e nunca ouviu falar dela, não se assuste: talvez tenha a ver com o tal do machismo. (mais…)

Rumo ao #mnv5!

Publicado: março 28, 2011 em mulheres no volante, riot grrrl

 

Oficina de stencil no MnV 4.0, por Maria Hallack e Carol Motta.

 

Obrigada a todas e a todos que contribuíram para o sucesso do Festival Mulheres no Volante 4.0, à Funalfa, pelo convite para participar da programação do Mês da Mulher, e ao Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, por todo o apoio.

Esperamos, nos próximos anos, ter muito mais bandas mistas e femininas, muito mais poetisas, artistas plásticas, diretoras de cinema, grafiteiras, fotógrafas, designers e produtoras culturais. Esperamos contribuir para inserir as mulheres nas mais diversas linguagens, e para começar a mudar alguns pensamentos de homens e mulheres. (mais…)

É com um misto empolgação e enorme ansiedade que convido as leitoras e leitores desse blog para a quarta edição do Festival Mulheres no Volante, em Juiz de Fora (MG).

#mnv4 #mulheresnovolante

(mais…)