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Marcha Mundial das Mulheres

Por: Bruna Provazi*

Há pouco tempo atrás, um amigo me perguntou se era eu quem fazia a página “Feminista Cansada”, que é pra mim uma das páginas mais legais do Facebook e do Twitter. Expliquei a ele que, infelizmente, não havia pensado nesse ótimo título antes, mas que era exatamente assim que eu me sentia. Hoje, devo dizer que me sinto uma feminista exausta mesmo. Faz sete anos que comecei a militar no feminismo de forma organizada (em um coletivo de mulheres), e seis anos que milito na Marcha Mundial das Mulheres, e é triste pensar que às vezes parece que nada mudou, nesse brevíssimo espaço de tempo. Ou talvez pouca coisa tenha mudado, pra ser mais justa com a gente que tá na batalha diária contra o machismo.

 Semana passada, passei pela infeliz experiência de ir até a rua Santa Ifigênia, no centrão de São Paulo. Bem… eu…

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A Marcha Mundial das Mulheres repudia o anúncio da empresa Preservativos Prudence, pertencente à campanha “Dieta do Sexo”, por apologia ao estupro.

A publicidade foi colocada na página da Prudence no Facebook no dia 16 de julho, e só hoje (30/07/12) retirada de circulação. Tal anúncio refere-se a uma “Dieta do Sexo”, mostrando quantas calorias é possível perder praticando diferentes atos sexuais. Entre os atos citados, há dois polêmicos: “Tirando a roupa dela sem o consentimento dela: 190 cal” e “Abrindo o sutiã com uma mão, apanhando dela: 208 cal”.

Apesar da alegação de ambiguidade, o primeiro item não deixa dúvidas, pois menciona explicitamente se tratar de uma relação sexual não-consentida: sexo sem consentimento é estupro. Pior que isso: a empresa sugere que sexo forçado (estupro) vale mais, pois gastam-se 190 calorias, do que sexo com consentimento (10 calorias).

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[Texto publicado originalmente no site Blogueiras Feministas, em 26/06/2012]

Em 2011, com data marcada no Facebook para acontecer, a questão era ir ou não à Marcha das Vadias de São Paulo, manifestação sobre a qual as poucas informações que tínhamos vinham da mídia gringa ou das redes sociais.

Concentração para Marcha das Vadias em São Paulo/SP 2012. Foto de Cecília Santos.

A gente, da Fuzarca Feminista, núcleo jovem da Marcha Mundial das Mulheres em São Paulo, achou que tinha que ir. Outras pessoas também acharam. Conversamos alguns minutos sobre nossa participação como coletivo. Afinal, atuar de forma coletiva implica em refletir sobre as posições que tomamos em conjunto e conseguir minimamente defendê-las de dentro (de um movimento que é amplo em toda a sua diversidade de classe, raça/cor, idade, orientação sexual…) pra fora.

Fizemos uma oficina de cartazes, levamos nossos batuques, pensamos em um provável trajeto — que ia depender da vontade das outras pessoas envolvidas —, divulgamos na internet e fomos lá nos somar. A primeira Marcha das Vadias realizada no Brasil foi feita assim, com a cara de quem apareceu na Avenida Paulista no dia 3 de junho de 2011, (ul)trajada com seus cartazes, ideias e gritos feministas. (mais…)

Dia Internacional de Luta das Mulheres, São Paulo/SP (2011). Foto: Elaine Campos.

 Pode começar com uma mensagem no gtalk, um comentário no Facebook ou um tuíte – pra quem trabalha no computador ou passa horas nele por conta de estudo/hobbie. Pode começar depois de uma fala machista de um policial, no meio de uma palestra em uma faculdade de Direito – como no caso da Marcha das Vadias (Slutwalk), que só foi ganhar a internet depois. As nossas ideias criativas de como mudar a vida das mulheres pra mudar o mundo/mudar o mundo pra mudar a vida das mulheres não escolhem ocasião, surgem como contra-ofensiva (alternativa) à ofensiva sexista cotidiana.

Então, de repente, você encontra parceiras pra fazer as mais variadas coisas, de panfletagens e ações diretas nas ruas a tuitaços e blogagens coletivas. Parceiras que compartilham das mesmas visões de mundo, ainda que com uma ou outra divergência saudável, e, principalmente, que compartilham das mesmas motivações pra querer tornar a vida mais justa e solidária entre mulheres e homens. E daí que basta pensar alto pra que essas pessoas se somem a você, com o mesmo gás pra fazer acontecer #tudoaomesmotempoagora: o feminismo é urgente e não pode esperar. (mais…)